Há 66 anos a Coreia do Norte vencia os EUA na Guerra da Coreia

O dia 27 de julho marca o aniversário da Vitória na Guerra da Libertação da Pátria, o nome pela qual é chamada a Guerra da Coreia de 1950-1953.

Após quarenta anos de martírio e infortúnio sob a dominação colonial dos imperialistas japoneses, o povo coreano logrou com suas próprias forças, derramando suor e sangue, a histórica causa de libertação da pátria sob a direção do destacado General Kim Il Sung em agosto de 1945.

Todavia, aquela jovem República, que se empenhava em construir a prosperidade em território onde prevalecia a escassez devido a pilhagem dos imperialistas japoneses, teve que enfrentar o maior de seus desafios que determinaria seu destino: ser escravo colonial novamente de uma potência imperialista ou defender a pátria e continuar pelo caminho da vida independente.

Embora fosse os Estados Unidos, país soberbo que gabava-se de sua invencibilidade em guerras e sua superioridade no campo militar, o povo coreano em uníssono tomou a decisão de repelir a invasão das forças agressoras e seus aliados e conquistar uma vitória nunca antes vista na história.

Ainda que seja dita como “Guerra Esquecida” em alguns países, a Guerra de Libertação da Pátria causou um impacto estrondoso no mundo ao estimular a luta dos povos que lutavam pela independência e socialismo e mostrar que por mais forte que seja o inimigo ele não pode derrotar um povo armado com firme convicção e determinação.

Após realizar os preparativos de guerra de agressão como fuga para sua crise econômica, os imperialistas estadunidenses instigaram as forças fantoches sul coreanas a avançar ao Norte do Paralelo 38 enquanto preparava as bases “legais” para empreender a guerra com a bandeira da ONU e com apoio de seus aliados.

O exército fantoche sul-coreano, estimado pelos EUA como possivelmente mais poderoso que o Exército Popular da Coreia (do Norte), foi dizimado impiedosamente em consecutivas batalhas desde o comando do Comandante Supremo Kim Il Sung para a contra-ofensiva geral em 25 de junho de 1950.

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Exército Popular da Coreia avança para a linha de frente.

Com amplo apoio, suporte e respaldo da população do Norte e do Sul, o EPC libertou várias cidades e hasteou a imponente bandeira nacional nos edifícios públicos, sob as saudações da população local. O avanço inicial foi tão fulminante que libertou cidades como Taejon e Seul, atualmente territórios sul coreanos, que eram bases políticas e econômicas do regime ditatorial de Syngman Rhee.

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A libertação de Seul pelo Exército Popular da Coreia

Em vista da avassaladora vitória das forças patrióticas do Norte, os EUA viu-se obrigado a enviar várias tropas armadas com equipamentos militares modernos e convocar seus aliados a contribuir com tropas ou com suporte em vários campos. Tendo em vista a situação que impunha um extremo desequilíbrio de forças, o General Kim Il Sung promoveu a retirada temporária das tropas e organizou combates estratégicos em que o EPC demonstrou heroísmo ao derrotar o poderoso exército estadunidense.

O movimento de equipes de caças desmantelou a “invencibilidade” dos estadunidenses no ar ao derrubar vários aviões inimigos, a “linha inexpugnável” da área 351 foi tomada em apenas 15 minutos pelo EPC, a batalha naval de Jumunjin em que 4 torpedeiros derrubaram o pesado cruzeiro inimigo “Baltimore”, o combate da ilha Wolmi onde os defensores detiveram em 3 dias com somente 4 canhões o desembarque de centenas de navios e quase mil de aviões inimigos, a derrubada com armas de fogo de quase 3 mil de aviões inimigos em um par de anos, dentre outros demonstram o poderio da Coreia socialista.

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A primeira batalha de caças de guerra na História se deu durante a Guerra da Coreia

Ademais, com o apoio do fraterno Corpo de Voluntários do Povo Chinês, e com apoio material da União Soviética e outros países do campo socialista, a RPDC pôde empreender novos ataques poderosos aos agressores imperialistas, defendendo a soberania e a dignidade da nação.

Destaca-se também a participação ativa dos grupos voluntários em vários campos que ofereciam suprimentos à linha de frente, bem como aqueles que fabricavam armas dia e noite em galeria subterrânea, superando os limites do cansaço.

Com o equilíbrio de forças, inviabilidade de prosseguir a guerra, além das incontáveis e surpreendentes baixas sofridas, os EUA viu-se pela primeira vez movido à assinar um acordo de armistício sem lograr a vitória e isso se deu em 27 de julho de 1953.

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Oficiais do Exército dos EUA assinam o armistício da Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953.
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General Kim Il Sung assina o armistício imposto aos EUA.

O povo da RPDC, por outro lado, pôde prosseguir a construção de um país próspero e independente sob a direção de um Líder destacado, empreendendo a reconstrução pós-guerra em tempo record com o ímpeto demonstrado nos tempos de guerra.

Graças à sábia direção do General de Aço, a República Popular Democrática da Coreia pôde elevar seus status na arena internacional e tornar-se uma poderosa força militar do leste ocidental, antigo campo de ação dos imperialistas estadunidenses.

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Generalíssimo Kim Il Sung discursa durante a parada da vitória contra os EUA em Pyongyang, 1953.
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General Kim Il Sung com os oficiais destacados do Exército Popular da Coreia.

Aqueles que combateram em defesa da pátria foram altamente reverenciados por toda a sociedade e foram-lhes outorgados títulos de máxima glória nacional, incluindo o de Herói da República. E, os que caíram em batalha não morrerão em vão; anônimos ou famosos, os mártires tem seus nomes e proezas lembrados até os dias de hoje.

A vitória heroica do povo coreano contra o imperialismo, a segunda no mesmo século, os encheu de confiança no futuro brilhante da nação coreana que se tornaria um país socialista industrializado em curto lapso de tempo e potência militar que nenhum inimigo atreve-se a invadir.

Viva o 27 de julho, o dia em que o imperialismo não passou! 

Viva a luta do povo coreano! 

cc

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Lenan Cunha
Vice-Presidente do Centro de Estudos da Política Songun – Brasil

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